19/11/11

CORFEBOL

Dou a conhecer um desporto coletivo bastante interessante, o Corfebol, praticado nas aulas de Educação Física, inserido no âmbito dos módulos 1, 2 e 3, respetivamente Jogos Desportivos Coletivos I, II e III.
Segue-se uma breve descrição desta modalidade e um resumo das principais regras, segundo a Federação Portuguesa de Corfebol.


1. História e Definição
O Corfebol surgiu na Holanda em 1902, inventado por Nico Broekhuyesen , inspirado num jogo sueco denominado Ringball.
Corfebol (do holândes korfbal) é um desporto coletivo praticado principalmente na Holanda e na Bélgica. Ele difere de outros desportos similares porque é praticado por equipas mistas, formado por uma equipa composta por quatro homens e quatro mulheres.
O Corfebol é um desporto jogado à mão, num campo retangular, no qual uma equipa de quatro homens e quatro mulheres tenta lançar uma bola para dentro um cesto. As principais caraterísticas deste desporto incluem todo o tipo de aptidões, jogo cooperativo, contato físico controlado e igualdade de sexos.

2. Terreno de jogo
As dimensões do terreno de jogo são de 40 x 20 m. O terreno de jogo está dividido em 2 zonas iguais por uma linha paralela à linha de fundo (sentido da largura).
As marcas de penalidade devem ser marcadas à frente do poste no eixo longitudinal e no sentido do centro do campo. A extremidade da marca mais afastada deve estar a 2.50 m do poste.


Imagem 1 – campo de Corfebol.
Imagem 2 – locais de marcação de um livre e de uma penalidade.



A área sombreada (amarelo) mostra a zona onde nenhum jogador pode estar durante a marcação de um livre, à excepção do marcador, que deve ter um pé em cima da marca de penalidade. A área sombreada (azul) mostra a zona onde nenhum jogador pode estar durante a marcação de uma penalidade, à exceção do marcador, que deve estar imediatamente atrás da marca de penalidade.

3. Postes
Os postes, com um diâmetro externo entre 4.5 e 8 cm, são fixados perpendicularmente no chão do terreno de jogo. Os postes são colocados em cada uma das zonas, num ponto a igual distância das duas linhas laterais e a uma distância da linha final igual a 1/6 do comprimento total do campo.

4. Cestos
Um cesto é fixado a cada poste. O cesto deve estar orientado no sentido do centro do campo e todo o seu bordo superior deve estar a uma altura de 3.50 m do solo. Os cestos devem ser cilíndricos sem fundo; devem ter 23.5 a 25 cm de altura e um diâmetro interior de 39 a 41 cm na zona superior e 40 a 42 cm na zona inferior. O bordo superior do cesto deve ter uma largura de 2 a 3 cm.

5. Jogadores
Os jogos são disputados por duas equipas, cada uma consistindo de 4 jogadores do sexo feminino e 4 jogadores do sexo masculino, dos quais 2 jogadores de cada sexo são colocados em cada uma das zonas.

Imagem 3 – situação de jogo

6. Mudança de zona e troca de meio campo
Numa equipa 2 homens e 2 mulheres apenas jogam no seu “meio campo defensivo”, e 2 homens e 2 mulheres apenas jogam no seu “meio campo ofensivo”, defendendo e atacando respetivamente, sem poder passar a linha de meio-campo.
Sempre que dois golos são marcados os jogadores mudam as suas funções. Os atacantes tornam-se defesas e os defesas tornam-se atacantes, sendo isto conseguido através da sua mudança de zonas.

7. Duração do jogo
A duração de um jogo deve ser 2 x 30 minutos, com um intervalo máximo de 10 minutos. São permitidos 2 descontos de tempo por equipa durante um jogo (60 segundos cada desconto de tempo).

8. Golos
É considerado golo quando a bola entra, completamente, de cima para baixo, no cesto que está posicionado na zona de ataque daquela equipa.
Imagem 4 – situação de Golo

9. Infracções às regras
As infrações às regras estão divididas em infrações cometidas pelos defesas e infrações cometidas pelos atacantes, podendo ser classificadas em:
A) Infrações ligeiras – punidas por um recomeço de jogo. São elas:
1) infrações técnicas (como correr, jogar a bola com a perna ou pé e fazer jogo passivo).
2) infrações físicas que não sejam executadas com o propósito de perturbar o ataque e onde exista contato físico controlado.
B) Infrações graves – punidas por um livre. São elas:
1) infrações físicas onde exista contato físico descontrolado (como tirar a bola das mãos de um oponente, empurrar, agarrar ou obstruir um oponente).
2) infrações executadas com o propósito de perturbar o ataque ou que resultem na interrupção do ataque.
C) Infrações que repetidamente perturbem o ataque – punidas pela atribuição de uma penalidade para o outro lado.
D) Infrações muito graves que resultem na perda de uma hipótese de marcar – punidas pela atribuição de uma penalidade para o outro lado
Imagem 5 – Lançamento da bola ao cesto

Durante o jogo é proibido:
a. Tocar a bola com a perna ou pé;
b. Bater a bola com o punho;
c. Apoderar-se, agarrar ou bater a bola quando alguma parte do corpo, que não os pés, estiver a tocar o solo;
d. Correr com a bola;
e. Entregar a bola na mão de outro jogador da mesma equipa;
f. Jogo passivo;
g. Bater ou tirar a bola das mãos de um adversário;
h. Empurrar, agarrar ou obstruir um adversário;
i. Defender um adversário do sexo oposto no ato de lançamento ou de passe;
j. Defender um adversário que já esteja a ser defendido por outro jogador;
k. Influenciar um lançamento deslocando o poste;
l. Usar o poste para saltar, correr ou para se afastar rapidamente (mudar de direção);
m. Violar as condições impostas para um livre ou uma penalidade;
n. Jogar de forma perigosa;
o. Violar as condições impostas para um recomeço de jogo.
Imagem 6 – situação de jogo

10. Bola Fora
A bola é considerada fora logo que ela toca:
a) uma linha limítrofe do terreno de jogo;
b) o solo, uma pessoa ou um objeto fora do terreno de jogo; ou
c) o teto ou um objeto acima do terreno de jogo.


11. Bola ao ar
Quando dois oponentes se apoderam da bola simultaneamente, o árbitro pára o jogo e lança a bola ao ar.

12. Recomeço de jogo
O recomeço de jogo é marcado no local onde a infração foi cometida. No momento em que o marcador do recomeço de jogo tem, ou pode ter, a bola nas suas mãos, o árbitro deve apitar. O jogador tem, desde o momento que o árbitro apita, 4 segundos para colocar a bola em jogo. Os jogadores da equipa oposta não o podem defender.

13. Livre
O livre é marcado da marca de penalidade. No momento em que o marcador do livre tem, ou pode ter, a bola nas suas mãos, o árbitro levanta um dos seus braços verticalmente e faz um sinal mostrando quatro dedos da sua mão levantada, avisando que vai apitar para o reinício do jogo dentro de 4 segundos.

14. Penalidade
A penalidade deve ser executada por um jogador da zona atacante, colocado imediatamente atrás da marca de penalidade. O marcador da penalidade deve colocar-se imediatamente atrás da marca e não pode tocar o solo entre o ponto de penalidade e o poste com nenhuma parte do seu corpo antes que a bola tenha saído das suas mãos.
Todos os outros jogadores têm de manter uma distância de 2.50 m (em todas as direcções) da marca, do poste e de uma linha imaginária entre o poste e a marca de penalidade até que a bola tenha saído das mãos do marcador da penalidade.


Bruno Batista
Docente de Educação Física da EPO

17/11/11

Encontrar emprego passo a passo


Nos tempos que correm, procurar emprego é uma tarefa que tem de ser bem planeada e executada. Aqui ficam algumas ideias que esperamos serem úteis:

Analisa bem o mercado de trabalho e as ofertas disponíveis;
Direcciona os currículos sem te dispersares por todas as ofertas e funções;
Responde às ofertas de forma personalizada, evitando respostas "em série";
Apresenta uma carta de motivação anexada ao currículo onde explicitas o motivo e interesse em relação à função a que te estás a candidatar;
Elabora um currículo bem estruturado, coerente e conciso;
Prepara a entrevista, pesquisando informações sobre a empresa - isto demonstra interesse e curiosidade pela mesma;
Mantém uma proximidade com o mercado de trabalho, através de estágios ou trabalhos em part-time, mesmo que não sejam da tua área de formação;
Pesquisa regularmente as tuas redes de contacto; email, , facebook, grupos de amigos ou família.
Como antigo aluno, mantém os teus dados actualizados junto da Unidade de Inserção e Acompanhamento Profissional da Insignare - assim podemos estar a par da tua situação profissional e ajudar-te no que nos for possível.

Não te esqueças: As oportunidades normalmente apresentam-se disfarçadas de trabalho árduo, e é por isso que muitos não as reconhecem. (A.L)

Este é o nosso contacto: gec2@insignare.pt

Sandra Monteiro
UIAP - INSIGNARE

6ª edição do Concurso Nacional de Leitura


Mais uma vez a Escola Profissional de Ourém participa no Concurso Nacional de Leitura, na sua 6ª Edição: 2011/2012, iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) direccionada aos alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário. Esta iniciativa do PNL continua a ser realizada em parceria com a Rede das Bibliotecas Escolares, com a RTP e com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.

O Concurso Nacional de Leitura, iniciativa que pretende avaliar a leitura de obras literárias, é composto por três fases ao longo do ano letivo:
Uma fase preliminar de eliminatórias nas escolas, de 25 de outubro a meados de janeiro, onde são seleccionados os três melhores alunos, ou seja, aqueles que dão provas da leitura das obras
selecionadas e escolhidas pela própria Escola. Seguem-se as finais distritais (2ª fase), a
realizar nas bibliotecas municipais de cada distrito, por volta do mês do março, em que os três alunos representantes da sua escola, participarão, após a leitura de três obras indicadas e comuns a todas as escolas e, de onde se apurarão os dois melhores alunos a nível distrital. A final nacional, no mês de maio, a decorrer em Lisboa, onde os melhores de cada distrito do país e, também após a leitura de mais três obras sugeridas pelos organizadores do Concurso, participarão numa sessão produzida e transmitida pela RTP.
Fátima Lucas e Isabel Marques

"Contos", Eça de Queirós


«Singularidades de Uma Rapariga Loura»

É umahistória de amor. O amor de um jovem honesto e trabalhador, Macário, por uma rapariga loira que "Tinha o carácter louro como o cabelo - se é certo que o louro é uma cor fraca e desbotada: falava pouco, sorria sempre com os seus brancos dentinhos, dizia a tudo «pois sim»; era muito simples, quase indiferente, cheia de transigências." É por esta rapariga que é aparentemente dócil e sem vontade própria que Macário se apaixona, a ponto de sair de casa de seu tio Francisco, onde trabalhava como escriturário e ir até Cabo Verde em negócios, só para merecer a mão de Luísa. No entanto, Luísa é, de facto, uma rapariga loura e singular....

“Tesouro”

O conto “O tesouro” descreve a história de três fidalgos decadentes, Rui, Guanes e Rostabal, que ao tomarem posse de um cofre cheio de ouro tomam as mais deprimentes atitudes. A cobiça e o egoísmo são marcas constantes da narrativa. Rui, Guanes e Rostabal são irmãos e, devido às circunstâncias em que vivem, tornaram-se seres animalescos, e por isso são incapazes de sentir amor uns pelos outros, numa recusa de humanização, o que culmina em um desfecho trágico.
Apesar das circunstâncias difíceis em que se encontravam, falidos e à beira da miséria, as personagens não se redimem, pois têm castigos à altura do quanto ousaram infringir as leis de Deus e dos homens.

“A Aia”

“A aia” é a história da ama de leite de um príncipe, exemplo máximo de valores como a lealdade e a fidelidade.
O conto começa com o rei derrotado e morto após uma batalha. A rainha desolada tentou fazer de tudo para proteger o seu filho, herdeiro do reino. Contudo, o tio da criança, o irmão bastardo do rei, um homem tenebroso e sombrio, estava ansioso por se sentar no trono, e disposto a tudo para consegui-lo.
Uma noite, depois de embalar o príncipe, a aia deitou-se e adormeceu. Mas rapidamente acordou com o barulho dos passos do bastardo, que vinha para matar o príncipe….
Fátima Lucas e Isabel Marques

"O velho que lia romances de amor", Luís Sepúlveda

Algures na Selva amazónica onde só os barcos chegam, vive António José Bolivar, um homem idoso que aprendeu a viver na selva com os índios Shuar.
Depois de viver quarenta anos na selva longe do mundo onde nasceu e cresceu, os livros são o seu bálsamo que lhe permite enfrentar a dura realidade do mundo que o rodeia.
É em torno do velho José, da pobre aldeia perdida na selva em que vive e dos seus habitantes, que se desenrola a história. Um dia o rio traz um cadáver de um gringo, rapidamente há quem tente culpar os índios da sua morte, mas o Velho António José sabe que não foram os índios e sabe também que haverá mais mortes, porque um animal acossado e no seu ambiente natural é um inimigo terrível.

Este é o mais conhecido dos livros do autor chileno Luís Sepúlveda. “O velho que lia romances de amor” foi dedicado a Chico Mendes, morto numa emboscada por defender a floresta e os direitos das tribos amazónicas.
A grande floresta amazónica, um dos locais do mundo onde sobrevivem espécies raríssimas de fauna e flora é o verdadeiro protagonista do romance, cuja mensagem é transmitida pelos olhos de António José Bolívar, o velho eremita que vive na floresta e que lê romances de amor.

Este é um excelente livro de um autor que tem um enorme sucesso no nosso país, ao melhor estilo do Realismo Mágico, a escrita descritiva leva-nos até ao interior da selva e à alma das personagens, quase que conseguimos sentir o calor húmido e os cheiros intensos que caracterizam a selva.

Fátima Lucas e Isabel Marques

15/11/11

GES 11.14 visita a Assembleia da República


No dia 11 de Novembro de 2011, a turma GES 11.14 realizou, no âmbito da disciplina de Direito das Organizações, uma visita à Assembleia da República, acompanhados pela docente da disciplina, profª Margarida Rodrigues.
Esta visita visou consolidar os conteúdos leccionados no módulo 1 e teve como objectivos visitar as instalações onde decorrem os trabalhos daquele órgão de soberania e assistir ao debate do plenário. Para além dos objectivos terem sido atingidos, a turma teve ainda a vantagem de poder assistir à discussão e votação na generalidade do Orçamento de Estado para 2012, bem como das Grandes Opções do Plano.
A turma foi recebida pela deputada Carina Oliveira, eleita pelo círculo distrital de Santarém, que se revelou (como é seu hábito) uma excelente anfitriã, e que acompanhou o grupo ao longo do dia, convidando-o para assistir aos trabalhos do plenário nas galerias, guiando-o depois numa visita aos locais mais emblemáticos do edifício ( salão nobre, biblioteca, passos perdidos,…), ao mesmo tempo que foi esclarecendo todas as dúvidas e curiosidades dos alunos, por meio de um discurso marcado pela clareza e simplicidade, adequando-o ao público-alvo.
Consideramo-nos privilegiados por ter tido a oportunidade de fazer esta visita, que contribuiu para definir com mais clareza as atribuições do órgão de soberania Assembleia da República e de perceber onde e como decorrem os trabalhos das comissões parlamentares e como se processam os mecanismos de tomada de decisão.
Obrigado à Srª Deputada, pela excelência com que nos recebeu e por tudo o que partilhou connosco.
Obrigado à EPO, por nos ter possibilitado esta visita que classificamos de muito enriquecedora!




As alunas Maria Leal e Márcia Ferraria

A profª de Direito das Organizações
Margarida Rodrigues

Sessão formativa - IVA


No passado dia 10 de novembro tivemos uma sessão sobre o IVA com a Dra. Paula Pereira, atual Inspectora Tributária de Contas de nível dois na Direção Geral de Contribuições e Impostos em Leiria.
Com o vasto currículo, a Dra. Paula Pereira é um exemplo para todos nós uma vez que também estudou na Escola Profissional de Ourém, continuando o seu percurso académico na Universidade de Coimbra onde atualmente está a frequentar o mestrado.
Iniciámos a sessão com uma curiosidade sobre uma operação stop da alfândega que estava a ser realizada em Ourém, na zona do mercado. Desde logo percebemos que a Dra. Paula Pereira estava à vontade.
Depois de mais de uma hora a esclarecer-nos dúvidas sobre a matéria já dada (IVA) a Dra. Paula falou um pouco da sua experiência pessoal na EPO dizendo frases como: “Foi o testemunho que aprendi nesta escola, o esforço compensa”.
Dada como terminada a sessão a Dra. Paula agradeceu a oportunidade de ter voltado a uma escola que lhe foi muito querida e que teve grande importância na sua vida, depois de agradecer à Prof. Beatriz por tudo terminou dizendo: “Estou à vossa disposição para vos ajudar naquilo que vocês precisarem.”

Obrigado Dra. Paula pelo seu testemunho e por ser um orgulho da EPO.

Adriana Sousa GES10, supervisão prof. Beatriz Vieira