15/03/13

Vale a pena falar nisto!

Duzentas gramas ou duzentos gramas?
Na realidade, a palavra “grama” tanto pode ser usada no masculino como no feminino.
No entanto, o significado é diferente num caso e no outro.

No feminino, ou seja, quando dizemos “a grama”, queremos designar uma erva (ex. A grama do jardim cresceu muito).

O masculino - “o grama” é usado para designar a unidade de peso.
Por isso, devemos dizer ”queria, por favor, duzentos gramas de fiambre” e não “queria, por favor, duzentas gramas”.

Fátima Lucas

 

07/03/13

Vale a pena falar nisto!


Verbo HAVER….

Haver, pode significar “ter” e “existir”.

Com o significado de “ter”, conjuga-se em todas as pessoas: haviam feito…  ou tinham feito…; haviam apresentado propostas… ou tinham apresentado propostas…

Com o significado de “existir”, é um verbo impessoal, ou seja, só se usa na 3ª pessoa do singular: havia pessoas… (e não: haviam pessoas).

Vão igualmente para o singular os verbos que antecedem o verbo haver:
Ex:
Pode haver pessoas (e não: podem haver pessoas);
Deve haver propostas (e não: devem haver propostas);
Começa a haver casos preocupantes (e não: começam a haver casos preocupantes);
Deixou de haver exceções (e não: deixaram de haver exceções).

Fátima Lucas

06/03/13

Vale a pena falar nisto!



Júri ou Jurado?

As duas palavras existem na língua portuguesa. 
A palavra júri está correta quando se refere a um conjunto de jurados.
A palavra jurado significa a pessoa individual que faz parte de um júri.

Júri refere-se a um conjunto de jurados, ou seja, a um conjunto de pessoas com funções de ajuizar, julgar, avaliar, examinar. 

Exemplos:
- “Os membros do júri deliberaram uma sentença favorável!/ O júri deliberou uma sentença favorável!”
ou,
” Os jurados (conjunto de pessoas que constituem o júri) deliberaram uma sentença favorável!”

- “O júri encontra-se reunido neste momento.”
Ou,
“Os jurados encontram-se reunidos neste momento!”

Fátima Lucas

24/02/13

Vale a pena falar nisto!


Obrigado ou Obrigada?

Agradecer, na língua portuguesa, é variável consoante a pessoa que agradece; e não, consoante a pessoa a quem se agradece.
Se é um homem que agradece, deve dizer : Obrigado! (independentemente se se dirige a um homem ou a uma mulher).
Se é uma mulher que agradece, deve dizer : Obrigada!  (independentemente se se dirige a um homem ou a uma mulher).
Ao agradecer-se algo a alguém, o sentido é sentir-se agradecido/agradecida perante o outro; dessa forma, eu sentir-me-ei sempre agradecida pelo favor/gesto/presente de alguém, e um homem sentir-se-á agradecido.

“Vale a pena falar nisto!”

Obrigada

Fátima Lucas


04/12/12

Editorial jornal reporter 30/11/2012



Há poucos dias, o presidente do Fórum para a Liberdade de Educação (FLE), Fernando Adão da Fonseca, dizia que os novos tempos exigem que se eduque para a “diferença”, para a “flexibilidade” e para “o sentido crítico” e isso não existe no atual tipo de escolas. Dizia ainda ser urgente encontrar um sistema mais flexível que contemple “a liberdade de escolha das escolas por parte dos alunos”, caso contrário “vamos ter escolas que ensinam a produzir sapatos todos do mesmo tamanho e algumas pessoas vão ter muitas dores nos pés”.

Concordo com ele! Aliás, esta “nova” vertente para o ensino não é uma novidade que muitos educadores e pensadores livre vêm defendendo ao longo dos últimos anos. No entanto, pouco se tem feito neste sentido. Acredito também que estas mudanças, inevitáveis, a ocorrer terão de passar por um processo interno de cada escola e ao ritmo de cada uma. Se for algo imposto, e não adquirido de forma própria, não funcionará. Para tal, é portanto preciso mudar a mentalidade dos decisores e dos intervenientes diretos no processo, professores e alunos. Se bem que neste último caso, as coisas sejam mais simples, pois os próprios anseiam por mudanças.

Quanto mais leio, e descubro nos meandros da Internet, sobre esta temática, mais fico convencido que para o nosso caso em especial, o do ensino profissional, tal representa uma absoluta necessidade. Cada vez mais seremos o “porto-de-abrigo” para muitos jovens descontentes e inadaptados no atual sistema de ensino e que nos procuram na ânsia e expetativa de encontrar um novo rumo para a sua formação. Se lhes dermos «mais do mesmo», em que aspetos seremos diferentes? E não será na diferenciação que teremos de apostar para garantir o nosso futuro, nestes tempos tão difíceis?!

Toda esta nova mentalidade terá de romper de forma clara com o passado, e para tal nos paradigmas e desafios nos esperam. Há que não ter medo deles. Há que abandonar o conforto e a segurança adquirida pela via da experiência e procurar novos rumos, novas formas e novos métodos. A receita não existe! Caberá a cada escola descobrir a sua.

Estamos cientes da importância de mudar. Estamos atentos e vamos dando, timidamente, os primeiros passos nessa “nova” direção. Este ano letivo foi apenas mais um passo. Não podemos voltar atrás e temos de nos convencer de que, por uma vez por todas, o futuro que nos espera é incerto e pouco atraente, contudo temos ao nosso alcance todas as ferramentas para o mudar, embelezar e acima de tudo vencer. É isso a que nos propomos. Vencer, formando jovens vencedores e cada mais capazes de enfrentar o que os espera.

Ao futuro!

José Pegada
Diretor Pedagógico da EPO

04/11/12

Visita de estudo à Assembleia da República



No passado dia 31 de outubro, os alunos da turma GES 12.15 e seis alunos participantes no projeto Comenius Multi, acompanhados pela docente de Direito das Organizações, Margarida Rodrigues, visitaram a o edifício da Assembleia da República e assistiram, como convidados da deputada Carina Oliveira, ao plenário daquele órgão de soberania, no dia em que se discutiu e votou na generalidade a proposta de lei apresentada pelo Governo, relativa ao Orçamento de Estado para 2013.
Tratando-se de um tema “quente”, o debate entre os deputados dos diversos grupos parlamentares foi intenso, permitindo aos alunos experienciar o verdadeiro exercício da liberdade de expressão por parte dos representantes do povo português. O Governo, que se encontrava presente no plenário, não foi poupado às perguntas e às considerações dos deputados, tendo sido interpelados diretamente vários ministros.
Para além de assistir ao plenário do parlamento, o grupo visitou vários espaços emblemáticos do edifício, acompanhados por um guia que foi explicando as funções de cada espaço e indicando os autores das diversas obras de arte observadas, desde a pintura à escultura.
Tivemos ainda o privilégio de reunir numa sala de reuniões dos comissões parlamentares com a anfitriã do grupo, a deputada Carina Oliveira. Pelo terceiro ano consecutivo, a deputada esclareceu, com uma enorme clareza e simplicidade, todas as dúvidas e  curiosidades apresentadas pelos alunos. Foram vários os assuntos abordados nesta reunião, como o processo de formação da lei na Assembleia da República, a disciplina de voto, a contagem dos votos ou a declaração de voto, entre outros.
Depois do almoço na cantina da Assembleia da República, chegou a hora de partir. Á saída deparámos com um enorme contingente policial, que assegurava que os manifestantes não impediam a saída dos deputados com segurança. Em virtude da manifestação contra o Orçamento de Estado e as políticas de austeridade, foi assegurada aos alunos escolta policial até ao autocarro.
Foi um dia repleto de experiências diferentes que se manterão certamente por muito tempo na memória de todos.
Resta o agradecimento especial à deputada Carina Oliveira, por mais uma excelente receção e acompanhamento do grupo de alunos da Escola Profissional de Ourém.






A docente de Direito das Organizações
Margarida Rodrigues

18/10/12

Alunos da EPO na exposição: "Tráfico de seres humanos"


 Os alunos da Escola Profissional de Ourém tiveram a oportunidade de participar, no âmbito da disciplina de Área de Integração, no conjunto de iniciativas dedicadas ao tema “Tráfico de seres humanos”, evento organizado pela Câmara Municipal de Ourém, em parceria com o Observatório de Tráfico de Seres Humanos (OTSH).

Na sala de exposições do Edifício dos Paços do Concelho foi possível visitar uma mostra constituída por diversos painéis informativos, bem como por uma instalação artística de significativo impacto visual e emocional, sendo que, no Auditório da Câmara Municipal, foi ainda  possível visualizar um documentário de curta duração, denominado “Afetadas para a vida”.
 No âmbito deste evento, que ocorreu entre os dias 2 e 12 de outubro, foram realizados ainda diversos debates e colóquios, com a colaboração de agentes do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras(SEF), e da Polícia Judiciária.
 Segundo a Agência das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (ONUDC), entre 800 000 a 2,4 milhões de pessoas por ano são vítimas do tráfico de seres humanos, sendo que em igual período de tempo, esta atividade gera cerca de 27 biliões de euros de lucro.
  As redes de tráfico de seres humanos, altamente lucrativas, fazem-se valer da coação psicológica que exercem sobre as suas vítimas, iludindo os sonhos e expectativas de diversas pessoas, e tomando como cúmplice a indiferença dos cidadãos comuns, bem como a dificuldade das autoridades em provar e condenar a sua prática criminosa.
 O tráfico de seres humanos pode revestir-se de diversas formas, no que diz respeito aos seus métodos e finalidades, sendo que cada caso é único nas suas caraterísticas. Cabe a cada cidadão o dever de estar atento e denunciar eventuais situações duvidosas, no que a esta prática concerne.
 Seja para fins de prostituição, trabalho forçado, venda de orgãos ou qualquer tipo de abuso e desrespeito pelos mais elementares direitos humanos, esta prática criminosa beneficia diretamente do desespero e da miséria que decorrem de cenários de guerra, pobreza, desemprego, e crises de cariz social, político ou económico.
Este evento teve o mérito de mostrar com clareza as diversas perspetivas e abordagens do fenómeno do tráfico de seres humanos (as suas origens históricas e geográficas, enquadramento legal, resposta das autoridades, números e percentagens envolvidas), conseguindo traduzir, com eficácia, a premência e atualidade deste flagelo.
 Sempre sensibilizados e participativos, os alunos puderam perceber que no atual contexto sócio-económico, todos somos vulneráveis a este fenómeno, ao qual urge responder a uma só voz, por meio de um sólido sentido cívico e de uma inequívoca união de esforços.

Os professores da disciplina de Área de Integração:

César Adão
Margarida Rodrigues