15/11/11

Sessão sobre IVA


Foi no passado dia 10 de Novembro que os alunos do 2º e 3º anos do Curso Profissional Técnico de Gestão assistiram a uma sessão sobre o IVA. A sessão foi dirigida pela Doutora Paula Pereira (ex aluna da EPO).
Numa primeira parte a Dr.ª Paula começou por dar uma definição de IVA e enquadrá-lo no tema dos Impostos. O IVA é o imposto sobre o valor acrescentado, ou seja é um valor que é de certa forma imputado a bens e serviços. Uma vez que nós, humanos, vivemos numa sociedade de consumo, todos nós pagamos este imposto, por vezes até sem nos darmos conta. Este imposto é classificado de diversas formas: é indireto porque incide sobre o consumo; é plurifásico; é não cumulativo porque só é devido ao Estado o valor acrescentado; tem incidência real; é estadual, porque o sujeito ativo é o Estado; é geral porque é para todo o espaço nacional e é Proporcional pois a taxa é constante.
Numa segunda parte a Dr.ª analisou alguns artigos do Código do IVA.
Na minha opinião esta sessão sobre o IVA foi bastante importante uma vez que nós, alunos do Curso de Gestão trabalhamos muito diretamente com este imposto. A sessão veio, no entanto, fortalecer alguma da aprendizagem adquirida nas aulas de Contabilidade com a professora Beatriz Vieira. Acho que os conceitos foram bastante perceptíveis e apresentados de forma dinâmica.

Ana Filipa Rodrigues GES.09.12, supervisão prof. Beatriz Vieira

09/11/11

Parte I: As comunicações word-of-mouth e a sua importância estratégica nas organizações

Uma estratégia de comunicação é crucial para qualquer tipo de organização, sobretudo no contexto atual, cada vez mais complexo e onde as transformações ocorrem a um ritmo acelerado. Essa estratégia deve servir de suporte para um modelo de gestão bem estruturado e com capacidade de levar as organizações a enfrentar os desafios cada vez mais competitivos numa sociedade progressivamente mais exigente, permitindo à organização informar e comunicar de forma clara, integrada e consistente, com os seus públicos internos e externos. O objetivo de uma boa estratégia de comunicação de marketing reside na criação e manutenção dos relacionamentos das organizações com os seus públicos, procurando informar, persuadir e lembrar os consumidores, de forma direta ou indireta, acerca dos produtos, serviços ou marcas que oferecem.


No contexto dos serviços, a comunicação da qualidade do serviço pode ser feita pela empresa, através, por exemplo, de uma estratégia de publicidade, ou então pelos seus clientes, quando estes defendem e recomendam os serviços prestados pela empresa através da comunicação boca-a-boca, mais conhecida como word-of-mouth.


Este tipo de comunicação tende a ser altamente persuasivo e extremamente eficaz sobretudo no caso dos serviços. Estudos empíricos têm demonstrado que a intangibilidade de um serviço, a sua natureza experiencial, bem como a heterogeneidade na prestação do mesmo, levam a que os consumidores, quando procuram informação para apoiar a tomada de decisão de consumo, tendam a confiar mais nas comunicações interpessoais, baseadas na partilha de experiências de consumo anteriores, conhecidas como word-of-mouth.


Pode definir-se word-of-mouth como a comunicação informal entre consumidores resultante da avaliação das características de um produto, serviço ou organização.


A comunicação word-of-mouth acabou por se transformar numa das forças mais poderosas do mercado, bem como numa inquestionável e importante ferramenta de marketing, na medida em que exerce, comprovadamente, uma grande influência no comportamento dos consumidores. Torna-se essencial que as organizações conheçam os fatores que estão na base das comunicações word-of-mouth, de forma a que os administradores destas organizações possam desenvolver ações de marketing que promovam não só o word-of-mouth positivo, como também reduzam ou eliminem as fontes de word-of-mouth negativo.


Em que consistem as comunicações word-of-mouth positivas e negativas?
Resposta na Parte II, em breve…

Margarida Rodrigues
Docente da EPO
Mestranda em Marketing Relacional

08/11/11

Algumas dicas para melhorar o seu currículo ...

Muitas pessoas protestam que enviam dezenas de currículos para um elevado número de empresas e não solicitações para entrevista de emprego. Em muitos casos, a resposta para essa falta de um retorno é que as empresas costumam receber milhares de Curriculum Vitae, ou simplesmente CV como é mais conhecido, e infelizmente, os candidatos a uma vaga de emprego não sabem preparar um CV, ou seja, não sabem vender a sua imagem, sua experiência através de um CV.

“Curriculum vitae” é, como explica a sua origem -latim, o relatório da vida da pessoa, sob diferentes ângulos, ou seja, da vida pessoal, da vida profissional, da vida académica. Saber colocar informações num CV revela um pouco como a pessoa é, se ela tem objectivos, se ela é persistente, se ela é dedicada, enfim, é uma representação quase fotográfica da sua vida. Daí a importância de se preparar bem o CV. Sem querer ser pretensioso, ficam aqui algumas ideias para melhorar o seu currículo e quem sabe, conseguir a tão almejada entrevista:
Mantenha o CV resumido e concentrado;
A leitura do seu CV deverá assemelhar-se a uma notícia e não a uma enciclopédia;
Mostre um pouco da sua personalidade;
Liste apenas as experiências de trabalho relevantes;
Não escreva testamentos;
Saliente as suas qualidades e pontos fortes;
Utilize títulos de profissão efetivos e descritivos;
Reveja-os duas vezes e mostre-o a outra pessoa;
Não inclua informações irrelevantes;
Tente que o seu currículo não ultrapasse as 2 páginas;
Use verbos de ação: “fiz”, “realizei”;
Evite ser negativo;
Muita atenção a possíveis erros ortográficos;
Tente identificar o perfil pretendido através do anúncio de emprego;
Defina o que o diferencia dos outros.

Sandra Monteiro Unidade de Inserção e Acompanhamento Profissional INSIGNARE
Fonte: empregosmaneger.pt

As ideias




A seguinte mensagem, oriunda da tradicional sabedoria chinesa, é uma das frases que mais me marcaram, após a sua leitura:


Um homem com um pão encontra outro homem com um pão. Ambos os homens trocam de pães e cada um regressa a casa com um pão.
Um homem com uma ideia encontra outro homem com uma ideia. Ambos os homens trocam de ideias e cada um regressa a casa com duas ideias
.”


Mensagem clara e objetiva, mas com um alcance enorme. Será que alguém descobriu a pólvora? Talvez…
Afinal, algo tão simples, tão singelo, tão barato, tão comum, como partilhar uma ideia, pode ser tão enriquecedor, tão especial e, porque não, tão diferenciador dos demais. Então, se é tão simples, porque não o fazemos com mais regularidade? Será pela falta de ideias, ou pelo medo da partilha?


Quero acreditar que a segunda hipótese é mais válida, porque a primeira revela apenas falta de paixão, desinteresse, apatia, entre outros. Mas então, porque será que é tão difícil de partilhar? Medo de que alguém possa ficar com o mérito de algo que é só nosso? Receio de cair no ridículo pela ousadia de ter idealizado algo novo? Medo de agir?


Não quero entrar em análises psicológicas nem sociológicos que possam estar na génese desses receios. Acredito apenas que se muitos dos homens e mulheres, em tempos idos, seguissem por esses receios, talvez, hoje, este texto não existisse nesta forma digital. Ainda viveríamos em cavernas, ou então não teríamos os carros que temos ou outros veículos motorizados, telemóveis, casas em tijolo, com saneamento, eletricidade, entre tantos outros bens, tão comuns e banais nos dias que correm, mas que em tempos idos, não passavam de ideias.
Felizmente alguém não se importou com os receios. Partilhou as suas ideias para que outros o ajudassem na prossecução das suas ideais. Felizmente ainda existem pessoas capazes, sem medo de avançar, de dar uso à sua voz, de agir.

Quero acreditar numa escola de hoje e do amanhã, incubadora de ideias, mas também de partilha. Porque o mundo de hoje precisa de pessoas com vontade de agir, de idealizar e de partilhar. Precisa de todos nós. Não vivemos numa ilha, isolada dos demais, antes somos uma parte integrante, ligados por pontes, de um sistema complexo, em que um simples gesto de partilha de ideias pode revolucionar a nossa existência.

À partilha!



José Pegada

(Diretor Pedagógico)

Vida de adolescente... e de seus pais...

A vida agitada dos dias de hoje, faz-nos olhar muitas vezes para o relógio, consultar a agenda, abrir a caixa de correio eletrónico, sempre à procura de mais alguma coisa para fazer, não esquecer um compromisso ou enviar trabalho a alguém …. Quando damos por ela lá se foi mais um dia, que em vez de 24 horas até dava jeito que tivesse 30.

Passou um dia, e outro, e mal nos cruzamos com aqueles que vivem na nossa casa. O fim de semana não para e o ritmo continua, ... e hoje que até tenho tempo..., os meus filhos querem estar com os amigos, ou têm de estudar, sair, espairecer… também faz parte.

O jornal Sol de 07 de novembro de 2011, publicou um artigo sobre uma pesquisa recente que demonstra que jantar à mesa em família pode beneficiar os adolescentes, na medida em que contribui para reduzir as probabilidades de que os jovens venham a abusar de drogas, cigarros ou álcool.

Um centro de investigação de abuso de substâncias norte-americano publicou um estudo acerca de como as refeições em família podem ter impacto na saúde dos jovens adolescentes.
Dizem as estatísticas que aqueles que jantam com a família cinco a seis vezes por semana têm quatro vezes menos probabilidades de consumir álcool, tabaco e cannabis, do que jovens que jantam menos de três vezes por semana com os pais.
Por outro lado, um estudo britânico mostra que jantar em família é um ingrediente crucial para assegurar a felicidade das crianças e que este simples ato de jantar em família mais de três vezes por semana, demonstra níveis mais elevados de felicidade.
Parece que, ao contrário da crença generalizada de que os jovens preferem estar sozinhos a ver televisão ou a jogar computador, a verdade é que estes são mais felizes quando interagem com os seus pais e familiares.
Segundo o artigo do SOL, o jornal The Independent refere que fazer coisas em família e limitar as atividades extra escolares das crianças para que possam ter tempo para estar em família, ajuda a criar um ambiente familiar saudável e, dessa forma, educar crianças mais equilibradas e felizes.


Não é uma receita simples, mas será que não podemos todos fazer um esforço para dar mais atenção aos nossos filhos? Ter um tempo diário para estar com eles, dialogar sobre os nossos dias, conhecer os seus amigos, auscultar a sua opinião, perguntar sobre a sua escola, acompanhar o seu desporto e até sair com eles, porque não?
Se não tentarmos, não valem a desculpas: “ o meu filho é muito difícil” ;“está sempre fechado no quarto”; “ só pensa em estar fora de casa”; “não conheço os seus amigos”, “ nunca quer falar”….


Será que já tentámos fazer diferente?


E hoje, onde é que vamos jantar?

Ana Pinho
(Docente)

02/11/11

Escola Profissional de Ourém recebe alunos Angolanos

A INSIGNARE definiu como objetivo o estreitar de laços de cooperação internacional com outros países, sendo os países africanos parceiros preferências uma vez que muitos são os que necessitam de ajuda a vários níveis, nomeadamente no que toca à formação dos seus jovens. A INSIGNARE entende ter, nestes casos, um papel de Responsabilidade Social.

Neste sentido, através da Escola Profissional de Ourém, recebeu no dia 28 de Outubro dois jovens oriundos de Cabinda que aqui irão frequentar o Curso Profissional de Técnico de Gestão e o Curso Profissional de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos: o João Malumba e o Alexandre Lukanga, respetivamente.

já há algumas semanas retidos em Angola, foi com bastante dificuldade que conseguiram sair do país para virem estudar para Portugal. Com um forte apoio de uma congregação religiosa, que também os acolhe em Fátima onde vão ficar alojados, conseguiram, finalmente integrar as turmas e iniciar o seu percurso escolar de nível secundário. O objetivo será rumar a Cabinda, no final dos cursos, e aplicar os conhecimentos que aqui adquiriram promovendo o desenvolvimento do seu povo e do seu país.

Para além de os receber e os integrar nos seus cursos, a Escola irá suportar os almoços e o material didatico necessário para a frequência dos mesmos. O alojamento e as viagens ficarão a cargo das famílias destes jovens alunos. De destacar ainda o apoio dado pela congregação religiosa que conseguiu trazê-los para Portugal e lhes possibilita alojamento.

Esta é já a segunda vez que a INSIGNARE recebe alunos de países africanos. Também na Escola Profissional de Ourém estão, desde o ano letivo passado, duas alunas oriundas de Cabo Verde a frequentar o Curso Profissional de Técnico de Construção Civil.

A CENTRALIDADE DE OURÉM (II)

Admiti ser este o último texto sobre o tema que titula este espaço, encerrando este esforço solitário e certamente pouco motivante para quem se arrisque a lê-lo. A ideia era fechar esta análise comparativa entre Ourém e os concelhos do Médio Tejo, Pinhal Litoral e Pinhal Interior Norte, procurando perceber melhor a realidade e as potencialidades do “meu” concelho, denunciar as injustiças de que tem sido alvo em termos de uma distribuição equilibrada do investimento público, mas e sobretudo, tentar compreender se Ourém, por tudo aquilo que foi e é, assume ou pode vir a assumir uma centralidade motora no desenvolvimento dos territórios enunciados ou de outros que lhes são vizinhos. Mas acabei por não assumir este como o último texto, porque admiti que se justifica, pela sua importância económica, social e cultural, uma abordagem a um setor específico, o Turismo. O último será então o próximo, o das injustiças e da eventual centralidade. As dificuldades financeiras que atravessa a Entidade Regional de Turismo Leiria-Fátima, têm motivado algumas afirmações e um reduzido debate sobre a importância deste organismo na gestão do território turístico composto pelos municípios de Leiria, Pombal, Marinha Grande, Batalha, Porto de Mós e Ourém, colocando mesmo em causa a necessidade desta entidade. Enquanto uns questionam a validade da reivindicação que levou o anterior Governo, no último minuto, a segurar este espaço administrativo, outros já lhe anunciam a morte e integram-no, em partes ou por inteiro, nos seus territórios. Sobre este assunto o meu pensamento já começa a ser velho e admito que já canse de tanto ser repetido. Sou completamente a favor da existência do Turismo de Leiria-Fátima, na prossecução dos seus objetivos estatutários de organização e qualificação do território turístico, defendo o reforço da aproximação à Associação Turismo de Lisboa, com vista a garantir uma mais poderosa promoção nos mercados externos, sou defensor de uma eventual fusão com o Turismo do Oeste, com o objetivo de se ganhar massa crítica e serem ultrapassadas as dificuldades financeiras que admito possam ser semelhantes e finalmente, penso que Leiria e a sua “região” ficarão a perder, caso continuem a olhar sonolentamente para este assunto. Mas se o que antes ficou dito é preocupante e me parece importante, nada melhor que olhar para os números e tentar sobre eles entender a realidade, com base em dados relativos a 2009. O concelho de Ourém, razão de ser destes nossos escritos, apresenta 40 estabelecimentos hoteleiros (aqui ainda divididos entre hotéis e pensões), um total de 5 838 camas e vendeu 505 011 dormidas. Se compararmos com os concelhos do Pinhal Litoral (Batalha, Leiria, Marinha Grande, Pombal e Porto de Mós), na sua globalidade, encontramos um número ligeiramente superior de estabelecimentos (42), mas uma significativa redução no número de camas (3 482) e de dormidas vendidas (293 121). Relativamente ao Médio Tejo, na globalidade dos seus concelhos, apresenta 24 estabelecimentos hoteleiros, 1 556 camas e 142 461 dormidas vendidas. No que se refere ao Pinhal Interior Norte os valores são incomparáveis: 11 estabelecimentos, 671 camas, 61 733 dormidas. Em conclusão e somando a totalidade dos valores relativos aos concelhos que integram o Pinhal Interior Norte, Pinhal Litoral e o Médio Tejo, excluindo os de Ourém, verificamos que estes apresentam 77 estabelecimentos hoteleiros contra os 40 instalados no concelho de Ourém, que disponibilizam 5 709 camas contra as 5 838 disponíveis em Ourém e finalmente e porque é o dado que verdadeiramente interessa, venderam em 2009, 497 315 dormidas contra as 505 011 vendidas apenas em Ourém (convém referir o peso avassalador de Fátima nos dados referentes a este concelho). E sobre Turismo e a importância do concelho de Ourém nesta matéria, nada mais me resta dizer. Daqui a um mês tentaremos concluir.
Francisco Vieira
Presidente da Direção da Associação Empresarial Ourém - Fátima