02/12/10

1.ª reunião Conselho ECO-ESCOLA

Reuniu-se, no dia 29 de Novembro, pelas 18:30h, a 1ª reunião relativa ao Conselho Eco-Escola EPO 2010/2011. Este Órgão é a força motriz do projecto e a ele compete, entre outras coisas, discutir o plano de acção, avaliar as actividades e coordenar as formas de divulgação de todo o Programa. Na ordem de trabalhos constava, para além da criação formal do Eco-Conselho, a apresentação geral de todo o Programa e a aprovação e respectiva operacionalização dos documentos base para a realização da auditoria ambiental na Escola – questionário aos alunos e guião de observação directa. A auditoria constitui o 2º de 7 passos do Programa e pretende ser uma ferramenta de diagnóstico e de avaliação. Caracterizar a situação existente na Escola e as práticas dos alunos para identificar o que necessita de ser corrigido e as áreas que carecem de maior sensibilização em prol de uma melhoria global do ambiente. Porque já somos uma Escola com princípios ecológicos, o questionário foi preparado para ser respondido on-line, evitando assim o uso de papel. Em termos metodológicos e para que todos os alunos tenham oportunidade e o preencham, haverá colaboração dos professores de algumas disciplinas no acesso aos laboratórios de informática e orientação especifica no preenchimento. O guião de observação directa será levado a cabo durante a próxima semana, pelos Eco-Delegados que terão de verificar, por exemplo, quantos caixotes do lixo existem; a que distância se encontra o Eco-ponto mais próximo; se é feita recolha selectiva de resíduos etc. O próximo passo será a definição do plano de acção que reflectirá os resultados da auditoria e será apresentado na próxima reunião agendada para 21 de Fevereiro.

Tiveram assento neste Órgão os seguintes elementos:

- Coordenadoras do Programa – Célia Vieira e Cristina Santos
- Director Pedagógico da EPO – José Luís Pegada
- Gabinete de Estudos e Comunicação da Insignare – Sofia Albuquerque
- Representante dos professores da área sociocultural – Tânia Bilreiro
- Representante dos professores da área técnica – Bruno Santos
- Representante dos alunos do 3º ano – Tony Cardosa
- Representante dos alunos do 2º ano – Daniel Oliveira
- Representante dos alunos do 1ºano – Flávio Faria
- Serviços administrativos e financeiros – Cláudio Santos
- Serviços Auxiliares de Limpeza – Noémia Sousa
- Representante dos Encarregados de Educação – Carlos Oliveira
- Câmara Municipal de Ourém – Paula Couto
- Junta de Freguesia Nª Sª da Piedade – José Vieira
- Bombeiros Voluntários de Ourém – Jeremias Gaspar
- Ambiourem EEM – Miguel Freire
- Veolia – Águas de Ourém – Licínia Leitão
- Jornal Notícias de Ourém – Lucília Oliveira

Não estiveram presentes, mas integram este Órgão:

- Quercus – Margarida Costa
- Valorlis SA – Neuza Monteiro
- Representante geral dos alunos – Mónica Canteiro

01/12/10

1 de Dezembro - Dia da Restauração da Independência

Como deves saber, o dia 1 de Dezembro é feriado em Portugal. Neste dia comemora-se o Dia da Restauração da Independência.
Queres saber porquê?
Tudo começou em finais do séc. XVI: o rei de Portugal era D. Sebastião.
Em 1578, D. Sebastião morreu na batalha de Alcácer-Quibir, no norte de África. Portugal ficou, assim, sem rei, pois D. Sebastião era muito novo e ainda não tinha filhos, não havia herdeiros directos para a coroa portuguesa. Assim, quem subiu ao trono foi o Cardeal D. Henrique, que era tio-avô de D. Sebastião. Mas só reinou durante dois anos porque nem todos estavam de acordo que ele fosse o novo rei.
Mas atenção: estas coisas nunca são simples, houve muitos pretendentes e isto deu muita confusão… Em 1580, nas Cortes de Tomar, Filipe II, rei de Espanha, foi escolhido como o novo rei de Portugal. A razão para a escolha foi simples: Filipe II era filho da infanta D. Isabel e também neto do rei português D. Manuel, por isso tinha direito ao trono. Nesta altura, era frequente acontecerem casamentos entre pessoas das cortes de Portugal e Espanha, o que fazia com que houvesse espanhóis que pertenciam à família real portuguesa e portugueses que pertenciam à família real espanhola. Durante 60 anos, viveu-se em Portugal um período que ficou conhecido na História como “Domínio Filipino”. Depois do reinado de Filipe II (I de Portugal), veio a governação de Filipe III (II de Portugal) e Filipe IV (III de Portugal). Estes reis governavam Portugal e Espanha ao mesmo tempo, como um só país.
Os portugueses acabaram por revoltar-se contra esta situação e, no dia 1 de Dezembro de 1640, puseram fim ao reinado do rei espanhol num golpe palaciano (um golpe só para derrubar o rei e o seu governo).
Sabias que havia também defensores do rei espanhol em Portugal? Mas o povo não gostava disso porque o País não era governado com justiça e havia muitos problemas e ataques às províncias ultramarinas e, especialmente, ao Brasil. Na altura, a Duquesa de Mântua era vice-rainha e Miguel de Vasconcelos era escrivão da Fazenda do Reino. Tinha imenso poder.
No dia 1 de Dezembro de 1640, os Restauradores mataram-no a tiro e foi defenestrado (atirado da janela abaixo) no Paço da Ribeira. Filipe III abandonou o trono de Portugal e os portugueses escolheram D. João IV, duque de Bragança, como novo rei.
O dia 1 de Dezembro passou a ser comemorado todos os anos como o Dia da Restauração da Independência de Portugal, já que o trono voltou para um rei português.
Fátima Lucas

30/11/10


«Portador de uma sabedoria lúcida que poderia rivalizar com os maiores filósofos, a par de uma capacidade de expressão prática em pequenos textos, Pessoa oferece momentos de reflexão sobre temáticas intemporais escritas de uma forma única, numa filosofia que não descura a prática, envolta sempre de algum sentido poético.»
Não poderia concordar mais!!!



Fátima Lucas

O retrato possível de Fernando Pessoa


“Era um homem magro, com uma figura esguia e franzina, media 1,73 m de altura. Tinha o tronco meio corcovado. O tórax era pouco desenvolvido, bastante metido para dentro, apesar da ginástica sueca que praticava. As pernas eram altas, não muito musculadas e as mãos delgadas e pouco expressivas. Um andar desconjuntado e o passo rápido, embora irregular, identificavam a sua presença à distância.
“Vestia habitualmente fatos de tons escuros, cinzentos, pretos ou azuis, às vezes curtos. Usava também chapéu, vulgarmente amachucado, e um pouco tombado para o lado direito.
“O rosto era comprido e seco. Por detrás de uns pequenos óculos redondos, com lentes grossas, muitas vezes embaciadas, escondiam-se uns olhos castanhos míopes. O seu olhar quando se fixava em alguém era atento e observador, às vezes mesmo misterioso. A boca era muito pequena, de lábios finos, e quase sempre semicerrados. Usava um bigode à americana que lhe conferia um charme especial. Quando falava durante algum tempo e esforçava as cordas vocais, um dos seus pontos sensíveis, o timbre de voz alterava-se, tornando-se mais agudo e um pouco monocórdico. A modulação da passagem de um tom para o outro acabava por reduzir o seu volume vocal natural e o som então emitido ficava mais baixo e um pouco gutural, tornando-se menos audível.
“Nos últimos dez anos de vida, talvez provocado pelo fumo dos oitenta cigarros diários, adquiriu um pigarrear característico, seguido de uma tosse seca.
“Embora não muito dado ao riso, Fernando Pessoa tinha uma certa ironia e algum humor, sobretudo se estava bem disposto, o que acontecia algumas vezes quando os amigos mais próximos o desafiavam para jantares. Curiosamente libertava-se então da sua timidez e gesticulava de um modo mecânico e repetitivo, deixando escapar um riso nervoso, às vezes irritante.
“Apesar de conviver com os amigos, no fundo nunca deixou de ser um homem neurasténico, solitário e reservado, pouco dado a conversar com estranhos. No final da sua vida, a melancolia e uma exagerada angústia existencial predominavam. Daí a tendência para se isolar dos mais próximos e dos próprios familiares. O seu temperamento ansioso foi interpretado por alguns dos seus biógrafos como uma personalidade do tipo emotivo não activa. No fundo, era um tímido introvertido, dado a fortes instabilidades de sentimentos e de emoções.
“Dotado de um carácter bastante complexo, era, apesar de tudo, um homem simples com uma grande inteligência e de uma extrema sensibilidade... era reservado e não gostava falar de si nem dos seus problemas, protegendo o mais possível a sua privacidade. Terrivelmente supersticioso, tinha momentos em que se comportava de uma forma enigmática e misteriosa, a que decerto não seria alheia a sua velha atracção pelo oculto, o esotérico e a própria relação metafísica que tinha com a vida.”[…]
“Sabe-se, também, que Pessoa tinha algumas fobias: não suportava que lhe tirassem fotografias, não gostava de falar ao telefone e tinha terror às trovoadas.”[…]
“Sabe-se que coleccionava postais e que era filatelista. Para além de gostar de ler, e a sua biblioteca comprova os muitos livros que “devorou”, apreciava música clássica: Beethoven, Chopin, Mozart, Verdi e Wagner foram seguramente alguns dos seus compositores favoritos.”
“Apesar da sua vida retirada, monástica quase, Pessoa teve amigos. Tal facto não é de estranhar porque era um homem bondoso, de uma grande nobreza de carácter, sempre disponível para ajudar os outros.” […]
“Para além dos “amigos estão referenciados familiares, colegas, professores, correligionários literários e outros como o seu barbeiro, uma empregada e até o dono da leitaria defronte da última casa em que habitou”.

In: À mesa com Fernando Pessoa/Luís Machado; pref. Teresa Rita Lopes.- Lisboa: Pandora, 2001.
Fátima Lucas

75º Aniversário da morte de Fernando Pessoa - HOMENAGENS

Para ser grande, sê inteiro

Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive


Ricardo Reis



27/11/10

1ª Reunião do Conselho Eco-Escola regulamento e membros constituintes


Decorrente do desenvolvimento do projecto identificado terá lugar, no próximo dia 29 de Novembro, a 1ª Reunião do Conselho Eco-Escola EPO 2010/2011. Aqui se dá conta de um pequeno excerto do respectivo Regulamento e Membros Constituintes:

"O conselho Eco-Escolas da Escola Profissional de Ourém irá reunir-se no mínimo três vezes por ano, na Sede da EPO. (…)Será elaborada uma acta em cada reunião a ser aprovada e assinada por todos os presentes.
O conselho Eco-Escolas tem por base os seguintes objectivos:

- Assegurar que os 7 passos do Programa sejam
adoptados planeando a sua implementação;
- Assegurar a participação activa dos alunos no
processo de decisão do Programa;
- Assegurar que as opiniões da toda a comunidade escolar são tidas em consideração e, sempre que
possível, postas em prática;
- Estabelecer ligação com a estrutura de gestão da escola e com a comunidade local;
- Assegurar a continuidade do Programa. (…)"


Têm assento neste Conselho os seguintes representantes:

Coordenadores do Programa
Representantes dos Órgãos de Direcção e Gestão da EPO
Representantes dos Professores
Representantes dos Alunos
Representantes do Pessoal Não Docente
Representante dos Encarregados de Educação
Câmara Municipal de Ourém
Junta de Freguesia
Órgãos de Comunicação Social
Associações Ambientais
Empresas ligadas ao sector ambiental
Bombeiros voluntários

As Coordenadoras do Programa
Célia Vieira e Cristina Santos