15/10/10

Expectativas dos alunos do 1.º ano da EPO

No início de um novo triénio de formação para os 115 alunos da EPO que ingressaram nos cursos de Design; Construção Civil; Energias Renováveis; Gestão e Gestão de Equipamentos Informáticos, quisemos conhecer um pouco mais os novos alunos. Foi, por isso, passado um questionário (a que responderam 105 alunos) para conhecer a forma como chegaram até à Escola e o que esperam relativamente à mesma, ao curso que frequentam e ao seu futuro profissional, cujos resultados (em síntese) se apresentam a seguir.

Caracterização dos alunos

Os alunos do 1.º ano da EPO residem sobretudo no nosso concelho, seguindo-se o concelho de Leiria (18) e outros cuja representação é bastante menor (conforme gráfico abaixo).
A faixa etária predominante nos alunos da EPO situa-se entre os 15 e os 17 anos, havendo também alunos com idade inferior a 15 anos (que completarão esta idade até ao final do ano de 2010) e um número reduzido de alunos com 18, 19 e 20 anos.

Quanto ao género, constatamos que o sexo masculino é predominante, representando 67% do total. Esta tendência é acentuada nos cursos de Energias Renováveis e Gestão de Equipamentos Informáticos, alcançando os 88%, em ambos.

A maioria dos alunos concluiu o 9.º ano de escolaridade no ano lectivo imediatamente anterior à entrada na EPO (80%), todavia, alguns provém já do ensino secundário (13%) e outros de outra Escola Profissional (7%) (conforme gráfico, à esquerda). Portanto, a via de prosseguimento de estudos não foi uma escolha adequada para alguns alunos que num segundo momento optaram pelo Ensino Profissional como forma de continuar a sua formação.

O 1.º contacto com a EPO, fez-se sobretudo através de familiares e amigos (70 alunos em 105), o que revela a importância das pessoas próximas na escolha do percurso académico/profissional. Outros alunos (47) conheceram a Escola no Dia Aberto, uma actividade em que Escola se abre ao exterior e mostra a sua actividade em todas as áreas profissionais em que são ministrados cursos.
Após conhecerem a Escola, os alunos ponderaram e tomaram a decisão, baseando-se em diversos factores, sendo os que tiveram maior peso na escolha da EPO, os seguintes (por ordem decrescente de importância): 1.º Ter o curso pretendido; 2.º Conselho de amigos/familiares; 3.º Ser mais próxima; 4.º Conhecimento de que existe um bom ambiente na Escola; 5.º Expectativa de gosto pela profissão futura.

Expectativas em relação à Escola e ao futuro profissional

Os alunos que agora entram numa nova etapa do seu percurso académico revelam grandes expectativas em relação ao que a Escola lhes pode proporcionar. Estas relacionam-se sobretudo com a expectativa de encontrar qualidade no ensino ministrado, ambiente favorável à aprendizagem e uma boa preparação técnica para ingressar no mercado de trabalho e obter sucesso no futuro. A par disso, há a expectativa de encontrar novas e boas amizades, assim como um bom ambiente relacional, com colegas e professores. São ainda manifestadas expectativas de desenvolvimento pessoal.

Quanto ao futuro após a conclusão do curso, a maioria dos alunos pretende ingressar no mercado de trabalho (65%), sendo que destes, 22% pretendem também continuar os estudos, em simultâneo. 17% dos alunos já tem intenção de continuar os estudos no ensino superior, 17% ainda não decidiu o que fará e 1 aluno decidiu seguir uma outra via: o Serviço Militar (conforme gráfico acima).

As expectativas em relação ao tempo de demora de ingresso no mercado de trabalho são positivas: 74 alunos esperam conseguir trabalho imediatamente após o término do curso ou num período inferior a 6 meses. Quanto ao salário esperado no 1.º emprego as expectativas são muito diversas, desde os que esperam um salário inferior ao salário mínimo nacional actual (4 alunos) aos que auspiciam um salário superior a 1500€ (6 alunos)!... A maior parte acredita vir a receber um salário entre os 600 e os 800€ que é também o intervalo em que se situa a bolsa de um estagiário a realizar, actualmente, um Estágio Profissional com qualificação profissional de nível lll.



Aos alunos do 1.º ano desejamos um excelente percurso na nossa Escola, com a certeza de que todos juntos possuímos as potencialidades necessárias para que isso se concretize!

14/10/10

INTERVENÇÕES NO ÂMBITO DA CERIMÓNIA DOS 20 ANOS DO ENSINO PROFISSIONAL EM OURÉM.

Muito bom dia a todos,
Celebramos hoje exactamente 20 anos sobre o primeiro dia de aulas na Escola Profissional de Ourém. A 1 de Outubro de 1990, 23 jovens na maioria naturais deste Concelho, iniciaram um percurso formativo de 3 anos no Curso Técnico de Gestão. Com eles, um grupo de professores, na generalidade provenientes da Escola Secundária de Ourém e do Centro de Estudos de Fá
tima, arrancaram para a construção de uma resposta às necessidades das nossas empresas, perseguindo um objectivo que pouco mais era que um sonho.
Uns meses antes, a 24 de Agosto, na Avenida 24 de Julho, em Lisboa, tinha sido dado o primeiro passo. Mário Albuquerque, então presidente da Câmara Municipal, Fernando Carriço Pereira, presidente da Associação de Comerciantes e eu próprio, assinámos o Contrato-Programa de Criação da Escola Profissional de Ourém. Em representação do Estado Português, assinou Joaquim de Azevedo.
Deste primeiro passo até à data que hoje, 20 anos depois comemoramos, foi um instante. Num mês, adaptamos a sombria cave da Associação de Comerciantes a um espaço de formação, divulgámos a nossa oferta, arranjámos os alunos, contratámos os professores e a primeira colaboradora.

Filomena Pontes:
Bom dia,
O meu nome é Filomena Pontes e fui uma das alunas iniciais da Escola Profissional de Ourém. Nasci na Guiné-Bissau e vim para Portugal com 14 anos. Acreditei que o Curso Técnico de Gestão podia ser uma boa opção para mim e inscrevi-me. Quatro anos depois de concluir o curso fui convidada a integrar a equipa da EPO, desempenhando funções na área administrativa. Já lá vão 13 anos e hoje sou responsável por todo o esforço de coordenação das Áreas de Enriquecimento Curricular, proporcionando actividades a cerca de 1800 crianças do 1º ciclo do Ensino Básico, com o apoio de 46 professores.
Desde esse momento aprendemos a trabalhar contra o tempo, lutando contra as mais imprevistas adversidades e os mais arreigados preconceitos. Essa luta de sobrevivência e constante necessidade de afirmação, perdurou ao longo destes 20 anos, fazendo da Escola Profissional um corpo único, em que todos, directores, professores, funcionários, alunos e encarregados de educação caminharam num mesmo sentido. Só isso explica um percurso de reconhecida qualidade, esforçado, inovador e rigoroso, comprovado pela generalidade das empresas que integraram os nossos alunos.
Ana Regina Pinho:
Bom dia,
O meu nome é Ana Regina Pinho, sou licenciada em Gestão pela Universidade Técnica de Lisboa e sou docente profissionalizada da EPO desde 1999. Esta Escola é a minha segunda casa, que me satisfaz e complementa a nível profissional. Mais do que uma Escola, a EPO é uma Família.
Só assim é possível explicar a realidade que é hoje a Insignare: cerca de 500 alunos no ensino profissional de nível IV, divididos pelas Escolas de Ourém e Fátima; uma média/ano de 1200 utentes inscritos no Centro Novas Oportunidades; um esforço de formação contínua para 1500 activos/ano; o apoio a 1800 crianças nas áreas de enriquecimento curricular e a produção de 120.000 refeições/ano para escolas do ensino básico e para os nossos alunos. Tudo isto representa um orçamento anual na ordem dos 3 milhões de euros, garantindo trabalho, em diferentes intensidades e tipos de contrato a mais de 150 colaboradores.
Cláudio Gonçalves:
Bom dia,
O meu nome é Cláudio Gonçalves e também eu fui aluno da EPO, onde frequentei o Curso Técnico de Informática. Após a sua conclusão fui convidado a trabalhar nesta casa, desempenhando funções na área da manutenção dos equipamentos informáticos. Hoje trabalho no sector administrativo e financeiro da entidade titular, a Insignare. Como todos por aqui, colaboro em tudo aquilo que seja preciso fazer e estou satisfeito com a minha opção. Tenho por objectivos tirar uma licenciatura na área da engenharia informática e naturalmente subir de categoria e de ordenado.


Numa aproximação ao pormenor, verificamos que a Escola Profissional de Ourém cresceu dos seus iniciais 23 alunos para os actuais 275 alunos, distribuídos pelos cursos técnicos de gestão, construção civil, animação sociocultural, informática de gestão, design e energias renováveis, estando adequadamente instalada e equipada. Projecta a sua capacidade máxima para os 300 alunos e pretende concentrar-se crescentemente em áreas de elevada complexidade técnica e de forte integração no mercado de trabalho. Para isso foi e está a ser feito um grande investimento na melhoria das instalações e muito particularmente nos equipamentos. Os espaços oficinais têm que obrigatoriamente ser o coração da nossa actividade formativa e é a partir deles que se dá o primeiro passo para a integração dos alunos nas empresas.
Marina Ferreira:
Bom dia,
O meu nome é Marina Ferreira e sou aluna do 3º ano do Curso de Construção Civil. Sou natural aqui do Concelho de Ourém e não era bem este o curso que eu queria. A minha opção era o Turismo, mas por falta de vaga acabei aqui nas obras. O meu objectivo é ingressar no ensino superior e tirar um curso de engenharia ou arquitectura. Estou satisfeita com esta minha inesperada opção.
Vítor Hugo:
Bom dia,
Chamo-me Vítor Hugo, sou caloiro e sou aqui de Ourém. Desde há 15 dias que frequento o Curso Técnico de Design Industrial porque procura uma formação mais prática e menos teórica. O meu objectivo futuro é ingressar no ensino superior nesta área e de preferência da Escola das Caldas da Rainha. Estou contente com a opção que tomei.
Ambição antiga, a autonomização do Pólo de Fátima e a sua transformação em Escola de Hotelaria foi recentemente reconhecida e abre caminho para a confirmação do trabalho desenvolvido nas áreas da hotelaria e do turismo ao longo dos últimos 17 anos. Muitos dos nossos antigos alunos assumem hoje importantes responsabilidades em algumas das mais prestigiadas unidades hoteleiras e da restauração portuguesas, forçando pelo seu exemplo e pela constante necessidade de mão-de-obra qualificada nestes sectores, à construção a médio prazo das novas instalações da Escola de Hotelaria de Fátima.
Permita-me, Senhor Presidente da Câmara, que o incentive para este desafio estrutural no desenvolvimento económico e social do nosso Concelho, e que a Cerimónia Comemorativa dos “20 anos do ensino profissional em Fátima” possa coincidir com a inauguração desta tão ansiada escola. Da nossa parte e como sabe, tudo faremos para que tal se concretize.
Bruno Graça:
Bom dia,
O meu nome é Bruno Graça e sou aluno do 3º ano do Curso de Restauração, na sua especialização em Cozinha /Pastelaria. Não vim para este curso por ele ser uma moda, mas porque desde sempre foi o meu objectivo e também influenciado pelo meu irmão e pela sua namorada que aqui tiraram o Curso de Restauração. Para sermos os melhores precisamos urgentemente de melhores instalações e melhores equipamentos. Sei que muito foi feito nestes últimos meses, mas precisamos ainda de mais.
Yannick Genard:
Bom dia,
O meu nome é Yannick Génard, sou francês e por questões do coração resido em Portugal desde 1999. Estudei cozinha clássica no Lycée Hotellier Le Guê a Tresmes e trabalhei como cozinheiro no Lycée Honoré de Balzac, no Lycée Le Guê a Tresmes onde estudei, e Chef de Cozinha no College du Bois de L’Encloumet. 18 anos depois de ter iniciado a minha formação em cozinha, obtive o nível de Mestre Cozinheiro. Trabalho nesta Escola desde 2007 e nela deposito as melhores expectativas de desenvolvimento, acreditando que só um trabalho rigoroso e de elevada qualidade nos levará a atingir o sucesso.

O ano lectivo 2010/2011 será marcante na história da Escola de Hotelaria de Fátima. Aumentámos significativamente o número de alunos e transferimos para a sede da Escola, no antigo Seminário dos Monfortinos, os cursos de Recepção e Turismo. Para além das necessárias obras de requalificação de alguns espaços e respectivo reequipamento, estamos a instalar mais uma Cozinha de Produção e o Restaurante de Aplicação, que a partir do final deste mês passará a estar aberto ao público, todos os dias úteis, no período de almoço. Para além das duas Cozinhas de Aplicação já existentes nas instalações do CEF, foi criada uma Cozinha de Demonstração, que associada à Cozinha Central (que nesta fase produz diariamente 800 refeições), permitirão aos nossos alunos, com elevada frequência, passar de contextos de prática simulada para prática real. Acreditamos que deste modo iremos crescentemente assegurar uma formação de superior qualidade. Aqui como nas restantes vertentes de formação, em Ourém e em Fátima, não nos basta ser bons, queremos ser os melhores.

Inês Santos:
Bom dia,
O meu nome é Inês Santos e venho da aldeia de São Bento no Concelho de Porto de Mós e estou há apenas 15 dias na Escola de Hotelaria de Fátima, onde frequento o Curso de Restauração, na vertente de Restaurante / Bar. Vir para esta área é o concretizar de um sonho, acreditando ser uma actividade profissional que me satisfaz e que me permite integrar o mercado de trabalho rapidamente. Estou satisfeita com a opção que tomei, porque esta é uma área que me permite um grande contacto com o público.

Mas se o ensino profissional é a coluna vertebral da Insignare, razão de ser para a sua criação e existência, outras actividades assumem hoje um papel importante no seu esforço diário de trabalho. Refiro-me ao Centro de Formação Contínua que no passado ano proporcionou formação a 1500 activos, numa capacidade de realização na ordem dos 115%.
Lamentavelmente, mas por limitações de financiamento que nos vemos obrigados a aceitar, não teremos capacidade para realizar mais do que 20% daquilo que fizemos em 2009, verificando-se intermináveis listas de interessados aos quais não conseguimos responder.
Outra vertente fundamental é o Centro Novas Oportunidades, um dos primeiros instalados a nível nacional e que apresenta um nível de adesão e uma capacidade de certificação que ultrapassa todos os outros sediados na NUT III onde nos integramos. Uma média anual de 1200 utentes inscritos, para uma capacidade média de certificação de 500 pessoas/ano.
Apesar de todas as dúvidas sobre a capacidade de financiamento destes Centro para lá de 2011 e por toda a instabilidade que daí decorre, acreditamos estar a fazer um trabalho de extrema valia a nível social, provocando com este regresso à Escola uma valorização cultural e profissional da população do nosso Concelho.

Sílvia Gonçalves:
Bom dia,
O meu nome é Sílvia Gonçalves e sou técnica de RVCC do Centro Novas Oportunidades da Insignare. Sou licenciada em Serviço Social e mestranda em Intervenção para o Envelhecimento Activo. Também eu fui aluna da EPO onde frequentei o Curso de Gestão. Depois ingressei num Centro de Contabilidade e mais tive uma pequena empresa. Inicialmente não tinha ideia de ir para o ensino superior, mas a experiência adquirida aqui na Escola, sobretudo nas áreas técnicas, fez-me repensar e avançar. Estou satisfeita com as minhas opções e foi para mim importante ter estudado aqui na EPO.

Mas muito mais importante do que tudo aquilo que antes foi dito, é o nosso objectivo permanente de contribuir para formação de Homens e Mulheres de corpo inteiro, Cidadãos Atentos, Esforçados, Interventivos e Solidários. Gente com Atitude, que faz do Trabalho um desígnio constante e uma valorização pessoal e colectiva.
Exma. Senhora Ministra, minhas senhoras e meus senhores,
Compete-me uma palavra final de agradecimento:
• Para todos os que sempre acreditaram neste projecto;
• Para os alunos que aqui estudaram ou estudam e respectivos encarregados de educação;
• Para todos os colaboradores que aqui trabalharam ou trabalham;
• Para as entidades proprietárias da Insignare: Câmara Municipal de Ourém, Associação Empresarial Ourém-Fátima, Centro de Estudos de Fátima e Entidade Regional de Turismo de Leiria-Fátima e todos os seus dirigentes que integraram os nossos Corpos Sociais;
• Para o Ministério da Educação que sempre nos tutelou e para outras entidades que nos apoiaram financeiramente: a União Europeia, através do Fundo Social Europeu e o Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social, através da Segurança Social;
• Para as empresas que nos apoiaram através da integração dos nossos alunos no mercado de trabalho;
• Para todos vós que aqui nos honram com a vossa presença;
• Para todos aqueles que sempre fizeram o favor de ser nossos amigos.

Muito obrigado a todos!

Francisco Vieira

4ªs em Movimento...


13/10/10

A imaginação também come..


Pude viver a história, conversar com personagens imaginários e reais, passear por entre florestas de gelado ou praias com mar de salmão. Pude voar em balões de ravioli e mandar tudo ao ar, mergulhar numa enseada, aprender lições de anatomia com batatas, pude gritar, pude beijar, comer frutas e vegetais e encher os bolsos com goluseimas que me estragam os dentes mas aquecem o coração,
Portei-me como uma criança mas não me importo. A imaginação também come e tem direito a tudo, doce, salgado, amargo, ácido e um pouco de picante.:)
Obrigado Carl W.

Carl Warner tornou-se conhecido em Janeiro de 2008 quando foi convidado a participar num programa da TV britânica, “Richard & July”, onde foi confrontado com a natureza das imagens então reveladas. Do trocadilho das palavras “food” (alimentos) e “landscape” (paisagem) construiu o nome da série de fotografias: “Foodscapes”.
Quem quiser ver todos os trabalhos deste artista, basta seguir o link:
http://carlwarner.com
Sandra Monteiro

11/10/10

INSIGNARE recebe Medalha de Mérito Municipal!

No passado dia 1 de Outubro, a propósito da Cerimónia de Comemoração dos 20 anos do Ensino Profissional no Concelho de Ourém, a Câmara Municipal de Ourém, pela mão do seu Presidente, Paulo Fonseca, entregou a Medalha de Mérito Municipal à INSIGNARE como forma de reconhecimento pelo caminho percorrido por esta instituição com rigor, empenho e dedicação.
Na certidão de deliberação da Câmara, referente à reunião do dia 18 de Agosto, pode-se ler o seguinte:
“Ao comemorar 20 anos de existência a EPO, Escola Profissional de Ourém, actualmente incluída na INSIGNARE, é, não só uma referência de desenvolvimento e sucesso, mas motivo de orgulho para todos os oureenses.
O caminho percorrido por esta instituição com rigor, empenho e dedicação muito contribuiu para a formação, qualidade e melhor adequação das ofertas de ensino aos muitos oureenses que passaram pelas suas salas.
Pelo percurso efectuado e pela importância acrescida que advêm da implementação de outros/novos projectos educativos, nomeadamente a Escola de Hotelaria de Fátima, o Centro de Formação Contínua e o Centro Novas Oportunidades, proponho que seja aprovada….”
A Medalha de Mérito Municipal foi recebida pelo Director Executivo da INSIGNARE que agradeceu, de forma sentida, a homenagem.

04/10/10

20 Anos de Ensino Profissional em Ourém


No próximo dia 1 de Outubro comemoram-se 20 anos sobre o início da actividade lectiva Escola Profissional de Ourém. Na altura, as famílias de 23 jovens com reconhecidamente pouco sucesso no sistema regular de ensino, ousaram entregar os filhos a uma desconhecida escola, que contra o tempo dividia a sombria cave da associação de comerciantes, criando as imprescindíveis salas de aula. O espaço, como quase tudo, era cedido pela associação, convicta da importância futura do empreendimento que com a câmara municipal tinha tomado em mãos. Os professores, quase todos de Ourém ou de Fátima, da Escola Secundária ou do CEF, gente já experiente, competente, entusiasta e disponível para colaborar muito para lá daquilo que lhes poderíamos pagar. Confirmo hoje aquilo em que sempre acreditei. Muito do sucesso que tem marcado estes 20 anos da Escola Profissional de Ourém, ficarão para sempre a dever-se à entusiástica competência do seu corpo docente inicial.
Dos 23 jovens que connosco iniciaram este caminho, 19 concluíram com sucesso o seu curso de Gestão e hoje estão por aí nas mais diversas actividades, tendo obtido, na generalidade, um adequado reconhecimento. Pessoal, profissional, empresarial.
Lançando um breve olhar sobre estes 20 anos de actividade, relembro as dificuldades dos momentos iniciais, sobretudo a constante dúvida que recaía sobre a nossa competência e seriedade, a qualidade do trabalho realizado, o fim constantemente anunciado do modelo e do seu financiamento, a viabilidade da integração dos jovens no mercado de trabalho. Tantas dúvidas iniciais que de algum modo, não de todo, se forma esbatendo com o tempo. Ao relembrar as azedas palavras de tão esclarecidas personalidades, não me consigo recordar, uma única vez da parte dos mesmos, de uma palavra diversa de aceitação do erro e de reconhecimento de uma nova realidade. Afirmada e vencedora.
Contra tudo e contra todos, o ensino profissional e neste caso concreto a Escola Profissional de Ourém foi vencendo todos os obstáculos, procurando persistentemente uma afirmação do seu estatuto e uma fundamental estabilidade. Nunca se quis mais que um tratamento semelhante a todos aqueles que como nós desenvolviam a sua actividade na área da Educação. Admito hoje, já ultrapassado o nefasto saudosismo que constantemente clamava pela ausência de escolas comerciais e industriais, que Portugal ainda não reconheceu a importância decisiva do ensino profissional na modernização das empresas e na melhoria dos seus níveis de produção. E a culpa não é das empresas, que a par das suas associações empresariais e das autarquias sempre e de diferentes formas acarinharam este modelo. A responsabilidade encontra-se no Poder Central, matizado em todas as suas variantes partidárias, que sempre conseguiu proceder a uma alteração das regras quando tudo parecia caminhar para a estabilidade. Como um “patinho feio” da educação portuguesa, o ensino profissional é sempre o último a poder aceder a apoios verdadeiramente estruturantes e modificadores e é sempre o primeiro a ser penalizado em tempo de crise. E como sempre no passado, cá estamos de novo numa alteração ao modelo de financiamento, fazendo recair sobre as escolas o esforço de sobrevivência.
Vinte anos depois é com orgulho que olhamos para a realidade que é hoje a Escola Profissional de Ourém. Cerca de 500 alunos distribuídos por duas escolas, confirmam aquilo que foi lema desde o momento inicial – trabalho, rigor e qualidade.
Francisco Vieira
In Jornal de Leiria
Ed 1368 de 30 Setembro 2010

02/10/10

20 ANOS DA ESCOLA PROFISSIONAL DE OURÉM

Cerimónia Oficial de Comemoração contou com a presença da Ministra do Trabalho e da Solidariedade Social


No dia 1 de Outubro, a INSIGNARE – Associação de Ensino e Formação, entidade proprietária da Escola Profissional de Ourém e da Escola de Hotelaria de Fátima, celebrou 20 anos de Ensino Profissional no Concelho de Ourém.

A cerimónia, que decorreu no Centro de Negócios de Ourém foi assistida por cerca de 1000 pessoas, às quais se juntaram, entre outras personalidades, a ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Maria Helena André, o Secretário de Estado do Emprego e da Formação Profissional, Valter Lemos e a Governadora Civil do Distrito de Santarém, Sónia Sanfona.

Os vários discursos ouvidos durante a Cerimónia pretenderam, acima de tudo, realçar o relevante trabalho efectuado pela Escola Profissional de Ourém na formação de técnicos qualificados e a importância do Ensino Profissional na elevação da competitividade das empresas. Transmitiu-se ainda a forte vontade de internacionalização desta entidade, situação que conta já com alguns projectos em andamento, e a perspectiva de construção, a curto prazo, de novas instalações para a Escola de Hotelaria de Fátima.


A Cerimónia de Comemoração dos 20 anos de Ensino Profissional no Concelho de Ourém contou, como um dos momentos altos, com a entrega de Diplomas aos alunos finalistas dos Cursos Técnico de Gestão, Técnico de Construção Civil, Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos, Técnico de Restaurante-Bar e Técnico de Cozinha-Pastelaria. Outro dos momentos marcantes foi a distinção de personalidades que marcaram de forma indelével a vida desta Escola: Dr. David Catarino, primeiro Director Pedagógico; Dr. Avelino Subtil, primeiro director financeiro; Dr.ª Purificação Reis, Directora da EPO durante 12 anos; e Prof. António Lopes, que em representação do Associado Centro de Estudos de Fátima, foi um dos maiores promotores do rigor e da qualidade do ensino aqui ministrado.

A encerrar o evento, a Escola de Hotelaria de Fátima, ofereceu a todos os presentes um magnífico e requintado almoço confeccionado e servido pelos alunos e professores dos cursos de Cozinha-Pastelaria e de Restaurante-Bar.