12/03/10
DIA ABERTO EPO 2010: Um breve reflexão
11/03/10
DIA ABERTO EPO 2010: O primeiro dia
09/03/10
Concurso Nacional de Leitura

Promover a leitura nas escolas é a meta do Concurso Nacional de Leitura 2009/2010, iniciativa do Plano Nacional de Leitura (PNL) direccionada aos alunos do 3.º Ciclo do Ensino Básico e do Ensino Secundário.
O Concurso Nacional de Leitura 2009/2010, iniciativa que pretende avaliar a leitura, pelos alunos participantes, de obras literárias, é composto por uma fase preliminar de eliminatórias nas escolas, a que se seguem as finais distritais, a realizar nas bibliotecas municipais, e a final nacional, a decorrer em Lisboa.
Esta iniciativa do PNL é realizada em parceria com a Rede das Bibliotecas Escolares, com a RTP e com a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas.
É já no dia 11 de Março, a segunda fase do Concurso Nacional de Leitura, no Teatro Sá da Bandeira em Santarém. O concurso consistirá em três provas eliminatórias: a primeira prova é de compreensão e conhecimento (os alunos dispõem de 15 minutos para responder a 30 questões sobre as obras lidas); a segunda é de escrita e criatividade (serão dadas aos alunos duas palavras e, em 5 minutos terão de elaborar um parágrafo da sua autoria e que farão corresponder a uma das obras lidas); e a terceira é de leitura e expressão (os alunos terão 5 minutos para ler um excerto de uma obra de forma criativa).
As obras a concurso para o Ensino Secundário, e que serão lidas pelas alunas, Cindy Henriques (G07), Alexandra Reis (CC08) e Telma Ferreira (CP08) são as seguintes: “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco e “Por quem os Sinos Dobram” de Ernest Hemingway.
Resta-nos desejar boa sorte às alunas, a acima de tudo que aproveitem a experiência e dela tragam proveito e aprendizagens!
Fátima Lucas
DIA ABERTO EPO 2010
CERIMÓNIA DE ENTREGA DE CERTIFICADOS





08/03/10
Concepção de Equipamentos de iluminação
Efeito de sedução educativa
Estávamos no final da década de 90, e a Professora de Psicologia Educacional, do curso de Matemática - ramo de ensino, da Universidade de Coimbra, acabara de ministrar uma aula sobre um tema que nunca mais me esqueci. Estou a falar do “Efeito de sedução educativa” ou do “Efeito Dr. Fox”.
Passo a explicar.
Na década de 70 do século XX, a questão do entusiasmo do professor interessou a vários autores. Entre eles destaco D. H. Naftolin, J. E Ware & F. A. Donnelly que, em 1972, realizaram uma investigação que se tornou famosa, constituindo uma referência no debate sobre as implicações deste aspecto na aprendizagem.
Conjecturavam estes autores que os estudantes tendem a avaliar o desempenho dos professores pelas características de personalidade com que se apresentam.
Para testar a sua hipótese, contrataram um actor profissional que devia fazer-se passar por “especialista” na suposta “aplicação da teoria do jogo matemático à formação de médicos”, e proferir uma palestra destinada a formadores profissionais. Assim, um fictício Doutor Myron L. Fox, depois de ter sido devidamente apresentado, com realce para as suas credenciais académicas de elevado nível, utilizou um discurso plausível, inspirado e envolvente mas sem sentido, tendo, para isso recorrido a neologismos, contradições, frases desconexas e, aqui e ali, um toque de humor.
Acontece que a assistência, além de não ter desconfiado do engano – nem mesmo o apelido do especialista, Raposa, o denunciou –, avaliou positivamente a palestra como bem organizada, claramente apresentada e estimulante. Ou seja, teve a ilusão de ter aprendido, mesmo quando não havia conteúdo para aprender!
Esta mesma experiência foi repetida, algum tempo depois, em que o mesmo Dr. Fox proferiu uma palestra a um de dois grupos de estuantes universitários similares. Ao segundo grupo, coube a um Professore Catedrático (este sim, verdadeiro conhecedor da matéria em questão) a apresentação da referida palestra. No final, propuseram a ambos os grupos que avaliassem a mesma e que fossem submetidos a um breve teste para avaliar os conhecimentos adquiridos.
Com maior ou menor espanto, o grupo do Dr. Fox teve os melhores resultados bem como teve o palestrante as melhores referencias por parte dos alunos.
Este curioso fenómeno – que ficou conhecido por "efeito de sedução educativa" – desencadeou durante a década em causa, diversos outros estudos cujo objectivo foi verificar se a expressividade do professor favorece ou não os resultados da aprendizagem.
Em minha opinião esse é um assunto sem discussão. Podemos ser muito bons no que fazemos, podemos utilizar as tecnologias mais avançadas do mercado, mas se não soubermos chegar aos nossos alunos (captar-lhes a atenção), falar numa linguagem atraente, clara e simples, então seremos apenas mais um. Mais um professor!
Numa altura em que a necessidade de nos distinguirmos entre os que nos rodeiam ser mais do que evidente, julgo ser muito premente reflectirmos nesta questão.
José Pegada










